1/3 Stardust: Alan Braxe

A Festa Bang!, evento promovido no Vegas Club em SP está comemorando 3 anos e para isso convidou um nome de peso: Alan Braxe, que formou o trio Stardustum dos projetos paralelos do Thomas Bangalter, juntamente com  Benjamin Diamond. A festa acontece no dia 25/02 no Vegas Club (Rua Augusta, 765). Vai rolar um orkontro novamente, então quem estiver afim de ir é só colar por lá.

Segue então uma breve biografia do Alan Braxe. No site da Festa Bang! tem mais informações sobre o evento, sobre o DJ e alguns vídeos do cara,

Alan Braxe, de nome verdadeiro Alain Quême, nasceu em França, numa cidade a cerca de 100 kms de Toulouse chamada Brax do qual viria a sair o seu nome artístico. Da sua família faziam parte outros dois DJs de renome, os seus primos Delphine e Stephane Quême, mais conhecidos como Quartet e DJ Falcon com quem viria posteriormente a trabalhar.
Em 1997, lança o seu primeiro single “Vertigo” para a Roulé  de Thomas Bangalter, um dos membros dos Daft Punk que tinham lançado até então dois grandes singles “Da Funk” e “Around The World”, tendo já alcançado um sucesso considerável tanto nas pistas de dança como nas tops internacionais.
No ano seguinte, ainda em colaboração com Thomas Bangalter e com Benjamin Diamond, Alan lança  Music Sounds Better With You no projeto Stardust cujo sucesso lhes valeu o 1º lugar nos tops de música de dança nos Estados Unidos.

O sucesso desta faixa incentivou Braxe a criar a sua própria gravadora  independente: a Vulture Music, no ano 2000, com o intuito de produzir o seu próprio trabalho e aumentar o número de colaboradores com quem participaria, assim como de lançar novos artistas. Esta gravadora foi um marco do “French Touch”, nome utilizado para descrever o House francês ou Euro-Disco que era feito na época, entre 1990 e 2000, onde entre alguns nomes de referência podíamos encontrar: Cassius, Etiénne de Crecy e  Daft Punk, tendo estes últimos sido os mais marcantes neste estilo de música de dança. Juntaram-se-lhes mais tarde os nomes provenientes da Vulture: Kris Menace, Lifelike, Fred Falke e o próprio Alan Braxe.

A primeira música a saír pela Vulture foi Intro que provou ser um hit e pouco a pouco se tornou um clássico das pistas de dança.Saíram, sob o nome da Vulture, músicas como a sensual “Discopolis”, nascida da colaboração Kris Menace com Lifelike, a incrível “Lumberjack”, co-produção Braxe-Menace e “I Feel Music In Your Heart” de Kris Menace com Stars on 33 que viria mais tarde a ser remisturada por ele e pelo colega de gravadora, Laurent Ash .

Esta gravadora conhecida pela sua identidade artística retro-futurista, continua até aos dias de hoje a ser considerada um pilar na cena electrónica francesa, distinguida pela qualidade das suas produções. Serviu como rampa de lançamento a Kris Menace que mais tarde fundou as suas próprias gravadoras o que lhe permitiu por sua vez apostar em novos nomes como forma de retribuir aos deuses da música.
Assim, de Kris Menace surgiu a “Compuphonic” de componente mais electro-techno, por onde editou trabalhos seus e colaborações com Felix Da Housecat, Fred Falke e DJ Spooky. Foi talvez através desta gravadora que Christophe Hoeffel (de nome verdadeiro) lançou aquelas que serão as suas músicas mais emblemáticas como a muito dançável “Artificial”, a belíssima “Fairlight” e a potente “Steamroller” .
Fundou também a “Work It Baby”, apostando novamente em trabalhos de colaboração e  em novos projectos como Moonbootica, Jaunt e Charlie Fanclub  e editando trabalhos de colegas da Vulture: “Running Out” de Lifelike, “Music From My Friends” de Fred Falke assim como as suas próprias co-produções com Adam, Quartet, Serge Santiágo e Tom Neville.
Enquanto isso a Vulture continuava a editar permitindo a Alan Braxe a experimentação de novos caminhos como fez com “In Love With You” (2003) e “Rubicon” (2004), co-produzida por Fred Falke. Aliás este último artista, cujo início de carreira como baixista o levou a enveredar por uma carreira de produtor, acompanhou a carreira de Braxe, desde quase o início com remisturas de estilos tão variados como o hip-hop de “Bossy” (Kelis), o funk de “Alright” (Jamiroquai), a eletrônica dos australianos Van She com “Kelly”, o rock de “Black History Month” dos Death From Above 1979, do super-êxito “D.A.N.C.E.” dos Justice trabalhando também em originais como as já referidas “Intro” e “Rubicon”. Esta colaboração durou até ao ano de 2008 altura em que as suas carreiras tomaram caminhos separados tendo Fred Falke começado um novo trabalho de co-produção com o alemão Kris Menace.
Foi com a ajuda deste produtor alemão que, em 2006, Alan Braxe se aventura do djing e passa 2 anos a fazer DJ sets em clubs nos Estados Unidos, Europa e Austrália, fazendo-o redescobrir o ambiente da cena noturna que o fez apaixonar pela  música eletrônica. Em 2007 junta-se a Menace para produzir uma das suas músicas mais conhecidas: “Lumberjack” e faz uma remistura para o hit de Kylie Minogue “2Hearts”.

Em 2008, lança “Addicted” de grandes influências Dubstep, fugindo das suas raízes house e juntamente com Fallon cria talvez o maior desvio em termos musicais da sua carreira na direcção da música de dança mais comercial, ao fazer uma versão com voz para “Addicted” de nome “Nightwatcher”.
Ao lado de Thomas Bangalter, Alan Braxe, juntamente com a sua gravadora Vulture e os ícones que daí surgiram, pode ser considerado um dos nomes mais importantes do French Touch e um nome de referência na cena eletrônica, não só francesa, mas mundial.

Fonte: ruadebaixo.com 

Segue também um mixtape produzido por ele neste mês.
BRAXE 60′ MIX FEB 2011 by ALAN BRAXE

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Redatora do blog e twitter da Daft Punk Brasil e uma das administradoras da fanpage da Daft Punk Brasil.

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