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Entrevista: Rock’n Folk Magazine

O Daft Punk  deu uma entrevista na edição de abril da revista francesa Rock’n Folk. 


Eles falam tanto do passado, sobre os seus álbuns anteriores, a composição da OST de Tron Legacy e sobre Random Access Memories. Para muitos, durante os oitos anos que separam Human After All (último álbum) de RAM, o Thomas Bang e o Guy-man não estavam fazendo nada ligado ao Daft Punk, mas desde 2008 eles já estavam trabalhando no álbum. 

Segue a entrevista:
Em que estado de espírito vocês estavam quando começaram a trabalhar neste álbum?
Começamos este disco em 2008. Por um longo tempo deveras, ele não era um álbum. Nós apenas fizemos música, pesquisa e experimentação. Não estávamos dizendo: estamos fazendo o nosso quarto álbum. Começamos o projeto em um momento onde nos sentimos desconectados da música à nossa volta. Estávamos um pouco perplexos, mais na pesquisa. A novidade, era para dizer: pela primeira vez, nós estamos indo para ir em um estúdio de gravação. É o nosso primeiro álbum de estúdio, que até então era sempre música feita em casa.
 
Por que essa necessidade de um estúdio?
Há coisas que podemos fazer no estúdio e que não poderíamos fazer em casa. Para tanto, nós vivemos em uma era onde a música é feita em computadores portáteis. A ideia era dizer: alguma coisa está se perdendo. Vamos ao estúdio, vamos em contato com os nossos ídolos, esses músicos que nos fizeram o que somos como pessoas… Nos últimos cinco anos, tirando o projeto Tron, estávamos em modo de busca.
 
Em busca de uma Era Final, a única dos estúdios…
Exatamente, para tentar encontrar de volta um know-how talento. Cuidado aqui, não estamos tentando voltar no tempo. Apenas tentamos encontrar novamente aquela linha invisível entre clássicos. Queríamos quebrar a maldição, mostrar que ainda poderiamos fazer hoje um entusiasmado, ambicioso álbum. Mesmo que o clima atual é totalmente pessimista, depressivo, cínico. Propomos uma coisa generosa, inocente e muito livre. No entanto, se dermos uma olhada nas cenas pop e eletrônica, podemos ver que esse conceito de liberdade tem estado um pouco perdido. Ninguém tenta empurrar os boudries.
DaftPunk: Exactly, to try to find back a know-how ability. Carefull here, we’re not trying to go back in time. We just try to find again that invisible line between classics. We wanted to break the curse, show we could still make today an enthousiastic, ambitious album. Even if the present climate is totally pessimistic, depressing, cynical. We propose a generous thing, innocent and very free. However if we take a look at the pop and electronic scenes, we can see that this concept of liberty has been somewhat lost. Nobody tries to push the boudries.

 

Ouvindo seu álbum, descobrimos 73 minutos de loucura criativa. Isso nos lembrou A Wizard, a true Star” do Todd Rundren. É luxuoso. É bom saber que ainda existem bandas por aí que se atrevem a fazer ou ainda podem fazer esse tipo de coisa.

 

A ideia de “ainda pode”, é exatamente essa. Nós tentamos ver se ainda era possível. Ninguém nunca tenta mais. Por quê? Falta de material, de ambição, de querer, talvez os três? Enquanto isso, o know-how fica perdido. Uma economia desmorona, o desânimo geral ganha. E então o peso dos grandes clássicos é pesado.
 
O trabalho de vocês para a Disney no filme Tron mudou as suas percepções para a música, ou para os negócios?
Totalmente. De um ponto de vista interior, tudo muda o tempo todo (risos), mas vamos voltar a 2008 … Passamos o ano trancados em um estúdio, fizemos música durante todo o dia. Depois de um ano, ouvimos e dizemos: “composição interessante, mas a produção não segue. Nós jogamos tudo fora. A Disney nos contatou naquele momento para fazer a música de” Tron “. Não é que tocamos bem em tudo, mas aceitamos, pois queriamos trabalhar com uma orquestra e nós gostamos da idéia de participar de um cyber-som, luz em 3D, ultra tecnológico grande show. Depois de um ano em Tron, após ter cumprido com os engenheiros e ter feito um grande trabalho na acústica, saímos revitalizados. Em encontrar a nossa liberdade e de repente o desejo de fazer a nossa própria música … com músicos. “Around The World”, fez uma homenagem ao Nile Rodgers e Bernards Edwards. Mas foi uma discoteca feita em casa. Nós fantasiamos e decidimos tirar o melhor da Era de Ouro do funk, 1975-1982, antes da chegada da new wave e do numeric sound. Queremos recriar um som muito quente, com poucas máquinas e muitos da elite de músicos, bateristas, baixistas, guitarristas. Todos que trabalharam nesse disco foram testemunhas dessa época mágica. O engenheiro de som, por exemplo, gravou “Contreversy”, de Prince, entre outros. Estas pessoas nos transmitem um know-how, uma técnica, uma arte que está prestes a desaparecer.
 
Este álbum soa tão excepcional. É muito sofisticado. Tem uma batida de coração no meio de todos estes elementos de máquinas.
Há vida. Estamos falando de camadas e camadas de gravações.
 
Vocês apresentam artistas como Paul Williams, Julian Casablancas, Pharrell Williams. Também sinto que há algum tipo de homenagem a Michael Jackson, do Steely Dan.
 
Você encontrou todos os três. Steely Dan é um bom exemplo. Um dos bateristas que contratamos foi a de Off The Wall (JR Robinson) e Gimme The Night of George Benson. Tivemos o guitarrista de “Thriller”, Paul Jackson Jr, além de Nile Rodgers. Assim, as pessoas ligadas a uma certa elegância, uma interpretação West Coast enraizada em Los Angeles, em os famosos estúdios foram foram criados o Fleetwood Mac, Quincy Jones e outras lendas.
 
Doze anos mais tarde, você está satisfeito que você se manteve fiel aos capacetes?
 
É difícil dizer o que já aconteceu para nós com o anonimato. Nós não temos nenhum arrependimento sobre o assunto. Temos uma vida normal. Nós nos conhecemos quando tínhamos 12 anos. Welistened o Velvet Underground e The Doors. Criamos essas personas robô. Vemos a próxima geração apropriando-lo e ele nos agrada. No ano passado, os robôs fizeram um anúncio adidas com os “Star Wars” robots. Em seguida, os robôs estavam em um “Simpsons” episódio. Para conseguir misturar Ziggy Bolan e Star Wars e integrar a cultura pop, enquanto permanecer anônimo, foi divertido. Nós dois temos um ego super-herói.
 
Vamos falar sobre alguns rumores sobre você. é verdade que você poderia passar seus capacetes para alguns atores e assistir-se a partir dos assentos do estádio? Verdadeiro ou falso?
 
Seria possível. Mas faz muito poucos concertos que seria idiota para não ser aclamado por 20 000 pessoas. Em 1997, era 16 anos atrás, nós jogamos no London Astoria. Nós pesar a balança. Deixo. Muitas pessoas estão esperando na fila para começar dentro E lá, um cara tenta me vender bilhetes em seus guardas. Em um filme de Buñuel, que ia comprar bilhetes, nós entrar e que iria esperar. E então, as coisas iriam acontecer …



Entrevista – by Whitewall

Segue o trecho de uma entrevista feita pela revista Whitewall com o Daft Punk, gentilmente traduzida pelo Guiga. Para ver o resto da entrevista e fotos incríveis, clique aqui.

WHITEWALL: Você considera Daft Punk um duo de performance-art tanto quanto uma banda?

Thomas Bangalter: O modo como nós sempre o faziamos era como projeto criativo que realmente foi além da música propriamente dita – onde a música era como um gatilho. Por termos usufruido de uma relação interativa com a platéia, nós usamos a música para desenvolver esses tipos de satélites, esses vetores de expressão artística, adicionando toda e qualquer peça de trabalho que nós fazemos como um processo global. Existem muitas influências nesse aspecto. Quando eramos adolescentes, 12 ou 13 foi Andy Warhol e Pop art, e onde ele situava entre arte contemporânea e cultura popular, produção mecânica, mídia em massa. É realmente entre arte como um ofício e também como uma indústria.

WW: Houve um momento em que vocês decidiram que suas identidades teriam que sair fora da jogada?

TB: Agora é até comum ter vídeo clipes sem os integrantes das bandas, mas há 10 anos atrás isso era raro. E eu lembro que quando estavamos com o povo da PR, antes de começar a gravar, nós dissemos que não mostrariamos nossos rostos e todo mundo ficou tipo “Como assim? Isso não é possível.” E a mesma coisa com os vídeos. Quando conhecemos SPike Jonze ou Michel Gondry ou algum dos outros diretores da época, eu acho que eles começaram a mostrar sua criatividade e fazerem vídeos super legais na época. Mas eles não tiveram a oportunidade de ter um músico que dissesse “Nós não precisamos estar no vídeo… apenas faça uma de suas visões ou um curto sonho de total lberdade” o que é totalmente aceitável, agora. O que acontece em qualquer lugar, agora.

WW: Você por acaso sente falta de depois de todo esse tempo, de ser capaz de “sair” da identidade Daft Punk e ser você mesmo?

TB: Não. Nós somos nós mesmos o tempo todo. Se você pegar o show que nós fizemos com dois robôs na pirâmide de luzes com dezenas de milhares de pessoas dançando ao redor e sentindo como se estivessemos em “Contatos de Terceiro Grau…” teria sito, pra mim, a coisa menos interessante se fossem dois caras numa pirâmide como aquela, onde você tivesse algum tipo de culto de personalidade. Esses personagens robôs, são como O Mágico de Oz, é o pequeno cara atrás da cortina, digo, se vc pegar o KISS, por exemplo, quando eles tiram as máscaras – mesmo em um certo nível, em alguns filmes de super-heróis, onde o super-herói revela sua identidade – perde-se um pouco da magia.

WW: Falando da performance, como você acha que o Daft Punk fez as pessoas reconsiderarem a diferença entre o que é performance ao vivo e o que é “música eletrônica” – o quê é humando, o quê é máquina?

TB:
Nossa relação com a técnologia é bastante ambivalente no fato de que é uma relação muito forte de amor/ódio. Desde a social network, para seus mp3, para seus celulares, e seus computadores – tudo isso é maravilhoso e completamente assustador ao mesmo tempo. Mesmo 15 anos atrás, quando nós estavamos com nosso estúdio no stage, e todas essas máquinas de bateria e todos esses sintetizadores, eu acho que nós já nos perguntavamos a relevância da música ao vivo que nós estavamos tocando ao ativar e acionar esses dispositivos – quando nos sentiamos mais operadores de um sistema, sabe? Quando é a máquina que toca. É, talvez, transformando tudo o que pareça uma reprodução muito mecânica em uma conexão emocional. Ou conexão física. Isso talvez nos coloque no papel de um artista. É interessante ver o quanto a emoção consegue tirar de uma máquina, nesse sentido.

WW: Em um livro do Greg Milner, que é a história da música gravada, ele descreve quando Thomas Edison estava dando esses testes de tons para que pessoas pudessem ver a qualidade de um fonógrafo. As pessoas simplesmente iam e ouviam uma gravação. Um jornal escreveu sobre o quão estranho era ficar sentado e aplaudir à uma máquina. Eu queria te perguntar se isso ainda é um conceito estranho. O quanto de máquina e tecnologia é o coletivo “Daft Punk”? É estranho aplaudir à tecnologia?

TB: Essa é uma questão muito vasta. Eu acho que a tecnologia é provavelmente um membro fundador do Daft Punk. Eu não acho que conseguiriamos ter feito qualquer coisa sem tecnologia. É, de fato “arte assistida (de ter assistência) pelo computador”.

WW: Você acha que a música foi uma das primeiras grandes formas de arte que teve seu início graças à tecnologia?

TB: Eu acho que nós apenas pegamos a oportunidade de achar uma área onde era possível criar e fazer todas as coisas por si próprio. Não podia ser teatro, não podia ser vídeo, na época; era possivelmente música.

WW: Então vocxê está dizendo que seguiram adiante no projeto Daft Punk musicalmente porque era o mais acessível?

TB: Porque isso tava no processo disponível, poder fazer tudo sozinho, completamente sem constrangimento. O problema do momento com a tecnologia é que… Eu vi um pendrive de 64gb. E o que isso significa, agora, com a popularidade desses produtos, a acessibilidade de memória, que não há mais limites para a tecnologia. E todo o século 20 foi realmente pragueado com as limitações da tecnologia. Eu acho que é uma boa coisa trabalhar com limitação, criativamente. Te poe numa lona estrutural, porque então sua imaginação tá tentando romper aquele limite. Eu acho que qualquer tipo de comportamento humanto tem que ser posto em oposição à algum tipo de frustração. É a mesma coisa que pensar que o homem mais rico do mundo é depressivo – porque ele pode fazer QUALQUER coisa, então ele não sabe o que fazer.

WW: Então isso é no caso uma coisa recompensadora; poder não poder usar zilhões de guitarras ao mesmo tempo.

TB: Digo, agora podemos.

WW: E isso atrapalha o processo criativo porque você não tem obstáculos a superar.

TB: Não há obstaculos. Mas eu acho que nós temos que aprender a nos controlas – colocarmos limites. Para os Beatles, se eles estivessem gravando em quatro faixas e oito faixas (não sei se existe um termo BR pra isso:/ by guiga), você teria que ser muito criativo com o como você grava as coisas, e isso o levaria a experimentar as coisas, achar soluções em torno do problema, é todo um processo criativo.

WW: Onde está a linha entre o que nós consideramos arte refinada e o que seria apenas “entretenimento”? Vocês trabalharam com o Kanye West, antes, vocês cooperaram com ele; ele é obviamente um interacionista. Para esse último álbum, ele fez um promo com a Vanessa Beecroft. Amanhã ela vai fazer um vídeo em Long Island City em que o Kanye o dirige. Moral da história, você acha que essas linhas entre ‘o que é arte refinada’, ‘o que é entretenimento’, ‘o que é música’ estão desaparecendo? Como vocês estão envolvidos nessa história?

TB: Eu acho que isso volta lá pra Andy Warhol e Pop Art, qndo era provavelmente um modo de fazê-lo – meio que ser um pouco subversivo sobre a platéia artística e a platéia “attendant”, e tentando mexer com os códigos deles mesmos – desde o Underground Velvet até os filmes de Paul Morrissey, que por acaso Warhol estava de “trademarketing”. Todos os filmes dirigidos por Paul Morrissey, que eram tipo “Andy Warhol films”, mas que ele (Warhol) não estava dirigindo. Levando em conta vários aspectos mercantilistas, transformando marketing em arte – ou o oposto – tendem a diluir ainda mais as linhas entre “a nobre” arte e “os baixos” consumidores e a reprodução industrial.

WW: Você acha que desde quando essa linha já não existe mais tanto?

TB: Se você pegar o George Lucas, por exemplo. Do mesmo modo que Andy Warhol, tudo foi desenhado no seu próprio universo (do lucas) – avanços tecnologicos e progressos em efeitos especiais através de um labirinto de merchandinsing que vai desde brinquedos e coisas assim – por um lado pessoas podem criticar dizendo que é uma empresa totalmente captalista. Mas por outro lado, você pode olhar como o processo de um artista ao começar como a imaginação de uma passoa e tornando-se todo um processo criativo global que é obviamente entrelaçado com a sociedade consumidora.

WW: É interessante como você fica mencionando Warhol porque eu imagino que a corolário moderno à Warhol é o Murakami, um pouco. E eu imagino que ambos, ao que trabalham nessas “fábricas de fazer arte”, quase como que tinham outras pessoas por dentro deles fazendo a arte em seu lugar, às vezes; eles meio que fiscalizavam tudo.

TB: Você precisa reparar, sério, o Leonardo da Vinci – volta muito atrás, mesmo.

WW: O que eu ia te perguntar era: Do mesmo modo, musicalmente, como Daft Punk, você se vê em uma época em que vocês são os chefes dessa grande cooperativa, e que ajam pessoas lá, fazendo DAFT PUNK MUSIC ? ;DDD

TB: Claro, eu acho que o que nós fazemos é muito mais boutique, de certo modo.

WW: Agora que a cooperativa por trás de Daft Punk acontece, em quantas pessoas vocês são ?

TB: Na frente artística, até agora somos basicamente nós dois mais o nosso parceiro Cedric Hervet, que tem trabalhado conosco no lado visual da coisa, durante um bom tempo, já. E o nosso parceiro Paul Han, em Los Angeles, que tem produzido as turnês conosco… e depois são diferentes habilidades dependendo do projeto. É um trabalho em equipe. É tipo talvez como no cinema; a definição de filme “auteur” (wtf) é que você pode ter a visão de uma pessoa que pode ser transcrita, através de pessoas trabalhando nela, e ainda assim, mante-la pura. O que é, provavelmente, a razão de cinema ser tão mágico. Porque é realmente o resultado da combinação de tantas pessoas, com trabalho em equipe, onde você tem, às vezes na arte. Se você pegar o trabalho de MAtthey Barney, Eu não sei quantas pessoas trabalham nas paradas dele; se é só ele mesmo ou se são 30 pessoas, mas no final do dia, você obtém a sensação de uma visão e de uma declaração pessoal.

WW: Quando vocês estão atuando ao vivo, é como em uma peça de teatro, ou mesmo em um “filme ao vivo”? Vocês conceitualizam nesse sentido, que vocês estão criando uma experiência, e não apenas um concerto ?

TB: Com os shows ao vivo, a idéia é definitivalmente um mundo onde há uma overdose de imagens e sons, um extravasamento disso tudo – onde parece que há praticamente esse coletivo entorpecido, como um entorpecimento físico ou emocional. Onde a platéia tem experienciado tudo, eles têm visto os melhores video games, têm tido suas expectativas, de um estimulante standpoint, tornando-se maiores e maiores.

WW: Devido ao que eles já viram antes…

TB: É. A mesma coisa – as primeiras pessoas que viram um filme, com o trem vindo, elas sairam correndo, sabe? (eu já vi isso, foi engraçado by guiga).
É quase como um círculo vicioso de estímulos, o limiar de estímulo que continua tornando-se maior e maior, do mesmo modo que se você tornar-se alcoolotra, quanto mais você bebe, mais demora pra você ficar bêbado. De um fator puramente interacionista, às vezes parece que há uma escala de expectativas e palpitações. Isso acaba sendo um desfio muito interessante para os interacionistas ou artistas.

WW: E isso te deixa nervoso? VocÊ provavelmente compete contra si mesmo, em turnê.

TB: Eu não acho que nós vamos fazer turnê tão cedo, pelo menos enquanto não decidirmos novos modos de experiências. (buáá)

WW: Contanto que a estética no geral, o que inclui as luzes, a pirâmide, as fantasias (COMO ASSIM “FANTASIAS”?? by guiga)… Você mencionou, anteriormente, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, então eu imagino que você esteja extraindo isso de cultura popular, e alguns dos quais talvez seriam considerados cultura underground. Entre esses, há alguma referência, em particular? Enquanto desenvolviam Daft Punk, ouve algum marco que você manteve consigo?

TB: Nós não gostamos do conceito de “fusão” em arte; mas nós temos a consciência de que não inventamos nada artisticamente, a mais do que sintetizar e combinar influências que nunca estiveram juntas. Então, é, definitivamente, combinando influências, em que alguns foram mais “nobres” e outras mais “baixas”. Massa cultural. “Bom” gosto e “mal” gosto, e coisas do gênero.